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Conheça os tipos de ações disponíveis na bolsa de valores

Ações da bolsa de valores são as menores partes do capital das empresas que estão listadas em uma bolsa de negociação, como a BM &F Bovespa. Então, quando um investidor adquire esses ativos se torna sócio da companhia da qual escolheu comprar papéis.

Essa é a definição do que são ações para todas as empresas que têm capital aberto, mas é um conceito generalista e que não abrange as diferenças existentes entre os ativos disponíveis. Por isso, neste post vamos explicar os tipos de ações que existem, pois os investidores devem conhecê-los antes de decidirem pela aplicação nesses ativos.

Agora, entenda as diferenças entre ações ordinárias e preferenciais e como escolher entre elas para investir.

Ações ordinárias (ON)

Os ativos ON dão aos acionistas direito de voto sem restrição em assembleias, mas nem sempre dão direito a veto — algo que pode ser necessário quando ocorrem divergências entre acionistas. Sendo assim, esses papéis permitem que os investidores participem das decisões sobre as companhias emissoras, como na escolha dos membros do conselho de administração.

Por outro lado, as pessoas que detêm ações ordinárias ficam em segundo plano no momento de receberem retornos financeiros, como na distribuição de dividendos, na repartição de patrimônio em caso de reembolso de capital por uma possível dissolução da empresa. Os acionistas detentores de ações preferenciais, das quais falaremos a seguir, são os que primeiro recebem nesses casos.

Quanto à venda de ações, que pode ser feita após uma valorização para obter lucro, não conta com nenhuma característica específica. Existindo interessados na aquisição, qualquer investidor pode liquidar as suas ações.

Havendo mudança de controle acionário em uma companhia, os proprietários de ações ON têm o direito de receber no mínimo 80% do valor dos papéis em uma oferta pública de compra feita pelo novo controlador, como manda a legislação.

Ações preferenciais (PN)

Como citamos acima, essas ações dão preferência aos investidores que as compraram no recebimento de direitos financeiros relacionados à posse delas. Daí a nomenclatura de preferenciais.

Por outro lado, os papéis PN não dão direito de voto ou veto em assembleias de acionistas. E em alguns casos específicos, quando o direito a voto é dado também na compra de preferenciais, ocorrem restrições quanto ao uso do direito. Ou seja, não são ativos que possibilitam participação efetiva nos rumos de uma empresa, pois o cenário apenas muda se a companhia ficar mais de três anos sem pagar dividendos a acionistas PN, o que permite a eles votarem em assembleias da mesma forma que os donos de ONs.

Na mudança do controle acionário, quem tem ações da bolsa de valores desse tipo não precisa receber uma oferta de compra. O controlador pode fazê-la se quiser e tem a liberdade de oferecer o valor que decidir pelos papéis, sem que os investidores tenham obrigação de vendê-los.

Escolhendo entre ações ordinárias e preferenciais

É claro que decisões acerca de investimentos precisam levar em conta o perfil do investidor, seus objetivos, aspectos do mercado financeiro e até o cenário político-econômico — que pode influenciar em muito os ativos da renda variável, como as ações da bolsa de valores. Porém, focando agora diretamente nelas, podemos observar características que permitem fazer algumas avaliações.

Para quem pensa mais e primeiramente em ver o retorno financeiro do investimento, os papéis PN claramente são mais indicados, especialmente se a administração da empresa historicamente for positiva e transparente. Assim, o acionista pode priorizar seus ganhos no mercado acionário sem ficar inseguro quanto ao andamento da companhia.

Na hipótese de uma das prioridades ser o lucro na venda das ações, ou de o investidor ter objetivos de curto prazo, as ações preferenciais seguem sendo as mais indicadas. Isso porque o volume de PNs no mercado acionário brasileiro é maior do que o de ONs, e elas são mais negociadas. Logo, em geral, preferenciais têm mais liquidez: são mais facilmente vendidas quando o investidor decide pela liquidação.

Já para quem não quer ser passivo perante a administração da empresa na qual investe, ações ON são mais interessantes. E adquiri-las não significa não ter retorno, como não receber dividendos, pois mesmo ficando em segundo plano, os acionistas seguem mantendo os seus direitos e as companhias emissoras devem cumprir suas obrigações.

Outro fator que pesa a favor das ordinárias é o que acontece na mudança de controle acionário. Caso alguns dados ou características apontem grandes chances de isso ocorrer, ter ações ordinárias pode ser vantajoso pela obrigatoriedade da emissão de uma oferta pública de compra delas. Então, os investidores detentores de ONs podem na mudança do controle realizarem lucro vendendo seus ativos, principalmente se a companhia já fizer parte do Novo Mercado — quando os acionistas precisam receber oferta pelos ativos de valor integral na mudança de controlador.

Em relação a prazos, papéis ordinários se adéquam melhor, em teoria, para os objetivos de longo prazo. O motivo disso é simples: são papéis de maior risco e os ganhos podem ser mais elevados com o crescimento do capital da empresa no mesmo prazo.

Ainda é importante observar com atenção o estatuto da empresa da qual se pretende adquirir ações, pois as empresas diferenciam-se umas das outras também pelo documento. Por exemplo, enquanto uma organização pode garantir aos seus acionistas ordinários os 80% mínimos de valor para suas ações em alterações de controle acionário, outra pode assegurar a eles 100% mesmo não fazendo parte do Novo Mercado.

Por fim, é possível ainda que o investidor leve em consideração todos os pontos que colocamos e invista nos dois tipos de ativos, diversificando sua carteira com aplicações mais e menos arriscadas e para curto e longo prazos. Desde que boas companhias sejam escolhidas, exista um plano de investimentos e as aplicações sejam condizentes com o perfil de investidor, essa certamente é uma boa prática para proteger o capital e ao mesmo tempo obter o retorno esperado.

Ainda ficou com alguma dúvida sobre as ações da bolsa de valores? Se sim, deixe nos comentários para podermos respondê-las com novos conteúdos ou diga como podemos ajudá-lo no mercado acionário.

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