Em linhas gerais, a renda da previdência privada pode ser mensal ou recebida de uma vez só. Mas, enquanto o recebimento único trata-se de apenas um saque, as opções de ganhos mensais apresentam diversas diferenças entre seus formatos.

Por isso, o contratante deve analisar alguns pontos que dizem respeito a si próprio e suas posses e também relacionados ao cônjuge e aos filhos. Tanto o saque único quanto as formas de renda mensal apresentam vantagens para pessoas em diferentes situações, o que torna a decisão mais ampla do que apenas prever valores ou datas de recebimentos.

Agora, veja quais são as opções existentes e como avaliá-las para escolher a mais adequada.

Saque único do valor acumulado

O saque único entrega ao titular do plano o montante completo acumulado por ele durante a fase de acumulação.

Esse tipo de renda é indicado para quem se prepara na fase anterior a fim de gerenciar o valor acumulado para saque. Ou seja, o beneficiário deve estar seguro de que irá gerir corretamente o montante para que ele não termine rápido demais e possivelmente deixe o titular em situação financeira desconfortável.

Caso o beneficiário do plano tenha outras fontes de renda, como recebimento de aluguéis ou rendimentos de aplicações financeiras, é mais difícil que a situação exemplificada acima ocorra, sendo mais seguro nesses casos optar pelo saque único do valor acumulado. Assim, o montante pode ser utilizado para uma grande aquisição, ou realização de um projeto que exija muitos gastos, sem que se fique descapitalizado.

Em relação ao falecimento do titular, nesse caso, o que ainda existir do montante é tratado como herança — ficando para os herdeiros diretos e para quem mais tenha sido colocado em testamento.

Renda vitalícia não reversível

A renda da previdência privada pode ser paga mensalmente por toda a vida do responsável pelo plano a partir do início da fase de usufruto, ocorrendo até seu falecimento. Assim, não há conversão de benefício a filhos ou cônjuge após sua morte.

É uma renda indicada a toda pessoa que deseje ter um ganho fixo mensal após se aposentar, mantendo o que ocorria quando ainda trabalhava. Porém, não é algo indicado para o titular que não tenha herdeiros e cônjuges com patrimônio e fontes de renda seguras, pois eles não irão receber os valores depois de seu falecimento.

Por exemplo, pode ser uma boa escolha para uma pessoa cujos filhos e cônjuge possuam seus próprios planos de previdência complementar e estejam construindo um patrimônio, ou já tenham construído.

Renda vitalícia com prazo mínimo de garantia

Funciona como a opção anterior, mas com um prazo mínimo pelo qual as mensalidades devem ser recebidas. Então, se o responsável pelo plano falece, os beneficiários indicados por ele recebem a renda até o final desse prazo de garantia.

É um tipo de renda que apresenta as mesmas vantagens que o anterior e ainda assegura pagamentos aos herdeiros. Por outro lado, pode gerar mais despesas durante a fase de acumulação para assegurar a garantia.

Sendo assim, é interessante comparar planos sem e com a garantia. Depois disso, caso a contratação da garantia mantenha o plano em valores coerentes para o titular, faz sentido assegurá-la se for interessante diante da situação dos possíveis beneficiários posteriores.

Renda vitalícia reversível

Parecida às duas opções anteriores, essa apresenta como diferencial o fato de o beneficiário, após a morte do participante do plano, receber até o fim de sua vida um percentual da renda mensal contratada.

Novamente, é uma questão de avaliar as condições e possibilidades de cônjuge e herdeiros e também as despesas adicionais que a garantia irá gerar ao plano.

Renda temporária e mensal

A renda temporária também é reversível. Significa que, dentro do prazo de recebimento, ela pode ser revertida a beneficiários indicados em caso de falecimento do titular. Assim, quem herda a renda mensal a recebe até o fim do período de pagamento do plano contratado.

Em relação ao critério de mensalidade, os motivos para escolher essa opção acabam sendo os mesmos que da renda vitalícia. Portanto, um aspecto que pode pesar para a decisão pode ser a situação do cônjuge ou dos filhos. Por exemplo, se ambos até possuem um plano contratado, mas que irá entrar em fase de usufruto muito mais à frente que o do titular, a renda temporária mensal pode ser útil para servir a eles por esse período até que finalmente liquidem suas próprias previdências complementares.

Duas formas de renda da previdência privada

Qualquer pessoa pode ter mais de um plano em seu nome. Logo, é possível conciliar rendas, o que é claramente o cenário mais positivo de uma fase de usufruto.

Em hipótese, o titular pode liquidar um dos planos para sacar grande capital na forma do saque único, enquanto seguirá também tendo rendimentos mensais por algum tempo ou até o fim da vida. É a maneira mais fácil, caso o responsável consiga pagar ambos, de cobrir um grande gasto em aquisição ou projeto pontualmente e simultaneamente garantir uma renda mensal para suas despesas comuns.

Além disso, o plano de recebimento mensal pode também ser reversível, dando um terceiro direito ao participante: de transferir renda fixa aos herdeiros indicados.

Diante das possibilidades que citamos e dos critérios que destacamos para serem observados, agora você pode escolher a renda da previdência privada, ou as rendas, com mais segurança para ter uma aposentadoria absolutamente tranquila financeiramente.

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